Empresas têm se especializado em boas práticas para o uso de defensivos agrícolas em aeronaves.

O Brasil é o segundo país que mais usa aviões agrícolas na aplicação de defensivos agrícola e um programa de certificado tenta tornar a atividade mais precisa sustentável e segura. Ao longo dos últimos anos, a frota agrícola brasileira chegou a mais de dois mil aviões e, com o crescimento, veio o alerta para a segurança, já que o número de acidentes com aeronaves dessa categoria cresceu 167% em dez anos.

“Houve um aumento muito grande da quantidade de voos e aeronaves. Esse é um setor que cresce peço menos 6% ao ano, acima da média da sociedade em geral e isso, obviamente, justifica as estatísticas para o aumento no número de acidentes”, explicou o Ulisses Antuniassi, coordenador do Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS).

Entre os novos pilotos do setor está Leonardo Ongaratto Coronet, que, após um longo caminho, conseguiu a habilitação para pilotar aviões agrícolas. Segundo Leonardo, ele teve que passar por um curso de piloto privado e outro de piloto agrícola, para então ter o registro para trabalhar em lavouras.

Certificação

Além da pilotagem segura, outra grande preocupação da aviação agrícola no país é com práticas mais sustentáveis de aplicação dos agroquímicos. Foi identificando essa necessidade que entidades do agronegócio e universidades resolveram se unir para profissionalizar ainda mais a atividade através desta certificação. Uma iniciativa inédita no mundo.

“O uso da aviação através de processos de boas práticas representa um passo a mais na sustentabilidade. Então é demonstrar pra sociedade que isso pode ser usado de maneira coerente, responsável”, disse Antuniassi.

Para conseguir a certificação, a empresa ou o produtor que possui uma aeronave agrícola própria, precisa comprovar que o operador está como as obrigações legais em dia. Depois, engenheiros e pilotos participam de uma capacitação que dura dois dias.

Uma empresa de Leme, no interior de São Paulo, foi a primeira de trinta e oito operadores no estado de São Paulo a receber a certificação. Suas aeronaves, além de GPS mais moderno, contam com medidores de altitude e uma barra eletrostática que reduz a margem de erros nas aplicações.

Fonte: Globo Rural