Um dos principais benefícios da pulverização aérea é que ela evita o amassamento das plantas.

Os aviões agrícolas são, cada vez mais, um dos itens desejados em algumas fazendas. Quase um quarto da pulverização de lavouras de grãos (soja, algodão, milho, arroz, feijão e trigo), além de cana de açúcar e laranja, é feita por aviões no Brasil. O país tem a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, 1,9 mil unidades, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que têm cerca de cinco mil aeronaves.

O agricultor Wanderson Ricardo Mazzardo, que planta grãos em Sinop, região Norte de Mato Grosso, conseguiu fazer esse investimento no primeiro semestre deste ano. Ele quer ganhar tempo no combate a pragas e doenças. Segundo ele, com a pulverização aérea, os custos com piloto e manutenção são mais caros, mas são compensados pelo fato de não haver amassamento de soja e por ter rapidez na aplicação.

“Segundo estudos, falam na faixa de duas a três sacas por hectare que você amassa com o [pulverizador] terrestre. E sem contar a questão de você poder aplicar no horário certo. O avião é no mínimo de cinco a seis vezes mais rápido que o pulverizador terrestre”, afirma o piloto de avião, Alex Picolli.

Outra vantagem que soma aos benefícios da pulverização aérea, destacada por Mazzardo, é esse tipo de pulverização dificultar a disseminação de pragas e doenças de uma parte a outra da lavoura. “O avião não entra em nenhuma hora em contato com a cultura. Então a disseminação dele da doença é muito menos que a aplicação por pulverizador”, comenta.

As aplicações pedem muita habilidade do profissional e, além dos benefícios que atraem os produtores, também chamam a atenção para a profissão de piloto. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindac) estima que no país são 1,2 mil pilotos.

Fonte: G1