Mercado movimenta milhões de reais e está em expansão no Brasil

Os aviões agrícolas chamam atenção seja em terra firme ou no ar. Eles estão cada vez mais modernos e preparados para garantir um melhor serviço de pulverização das lavouras.

Entre os dias 22 e 24 de julho aconteceu em Botucatu-SP, o Congresso Nacional de Aviação Agrícola (Sindag), maior feira do setor na América Latina. O evento recebe a visita de fabricantes, produtores rurais, pilotos e representantes das mais diferentes empresas ligadas ao agronegócio.

O encontro sempre movimenta milhões de reais. Só um dos modelos expostos, fabricado no Brasil, foi avaliado em R$ 1,5 milhão. É um dos maiores aviões do mercado e possui asas com mais de 16 metros de comprimento.

Os aviões agrícolas são projetados para voos rasantes, o que exige experiência e habilidade de quem está no comando da aeronave. O piloto José Maurício Leite Nogueira diz que, pelo fato da pilotagem ser manual e do voo ser em baixa altura, a atenção do profissional tem que ser muito maior.

A estimativa é que 10% das plantações brasileiras utilizem a pulverização aérea e o mercado está em expansão. Segundo Júlio Augusto Kampf, presidente do Sindag, o Sindicato Nacional de Aviação Agrícola, a alta das commodities reflete no crescimento da aviação agrícola no país numa ordem de 5% ao ano.

O Brasil é o 2º país com maior quantidade de aeronaves agrícolas. São cerca de 2 mil unidades. Os Estados Unidos estão em primeiro lugar, com aproximadamente 5 mil aviões.

Esse mercado também apresenta outras novidades. Entre elas, o drone que tem capacidade de voar carregando 8 litros de produtos químicos e que alcança lugares de difícil acesso.

Fonte: G1